Olympus OM-D E-M1 Mark II: novidades e experiências

Olympus OM-D E-M1 Mark II: novidades e experiências

Tivemos o prazer de receber um convite da parte da marca para ficar a conhecer bem de perto a nova Olympus OM-D E-M1 Mark II, a Micro Quatro Terços que está de momento a assumir atenções principais entre o portfólio mais “pró” deste fabricante. E não resistimos a experimentar a câmara, sendo que ficámos com uma excelente impressão da mesma ao longo deste primeiro contacto…

Antes de mais, é notória a grande ambição da Olympus em abordar o mercado de topo com argumentos de peso, aliando um corpo leve e compacto a algumas características únicas, numa “estrutura” que apresenta uma ergonomia melhorada.

Comparando com o modelo antecessor, verificamos que a resolução do sensor passou de 16 para 20 MP, sendo possível chegar aos 50 MP numa combinação baseada em oito fotografias. A nova E-M1 Mark II passa também a dispor de 121 pontos de focagem de tipo cruzado, ao invés dos 81 da câmara anterior, o que se reflete numa focagem mais rápida e precisa mesmo em situações de pouca luz.

Outro aspeto surpreendente são os 18 fps em modo de focagem contínua ou os 60 fps em focagem única, aliados a uma velocidade de obturação que pode atingir uns incríveis 1/32.000 seg. Isto torna esta Olympus uma séria aposta para fotografia de desporto e até de projetos científicos, dado que permite obter um burst enorme de registos sem perder qualquer momento de uma atividade realizada a alta velocidade.

Esta capacidade é ainda potenciada pelo modo Pro Capture – ao pressionar o botão de disparo até metade são de imediato gravados 14 fotogramas em resolução total RAW, sendo que o registo acontece efetivamente quando o botão é pressionado na totalidade. Ideal para fotografar momentos exatos sem perder uma só pitada da ação, não?

No entanto, esta funcionalidade pode ter a desvantagem de ocupar muito espaço no cartão de memória, algo que a Olympus tentou solucionar na E-M1 Mark II com uma dupla slot MicroSD. Este extra é também muito apetecível quando a câmara grava filmes em 4K com uma velocidade transmissão até 237 Mbps. Comparando uma vez mais com a E-M1 Mark I, no campo do vídeo a Mark II apresenta ainda uma entrada para auscultadores, o que permite ouvir o áudio “in loco”, algo que certamente facilitará o controlo sobre o áudio das cenas.

Fique com alguns pontos a favor na Olympus OM-D E-M1 Mark II:

  • Dimensões compactas tendo em conta que se trata de um modelo topo de gama apontado a um segmento “pró”;
  • Autofoco preciso;
  • Em baixa luminosidade, o ViewFinder Mirrorless funciona bem, pois a imagem é luminosa e permite ver com clareza o foco do objeto;
  • Ecrã articulado na parte traseira, luminoso e com dimensão adequada;
  • O sistema de estabilização de imagem de cinco eixos no corpo, aliado ao baixo peso do conjunto, dá origem a fotografias bastante nítidas, delegando o uso de um tripé apenas em fotos específicas. Algo muito bom quando a gravar vídeo 4K;
  • No Modo Silencioso, o ruído é reduzido rigorosamente a zero, algo ótimo para fotografar espetáculos, teatro ou vida selvagem;
  • A Olympus criou um novo plano de assistência técnica específico para a E-M1 Mark II e para as gamas Pro e Micro Quatro Terços, o Olympus Pro Service, que está dividido nos níveis Standard Plus, Advanced e Elite. Por exemplo, no Elite, por 399 euros o cliente tem direito à limpeza de dois corpos e de seis objetivas por ano, entre outras ofertas.

Por outro lado, há pontos a melhorar na Olympus OM-D E-M1 Mark II:

  • Um sensor mais pequeno acarreta também mais ruído a ISO mais elevados, quando comparado com câmaras do mesmo preço. Perde alguma nitidez quando a câmara luta para reduzir o ruído;
  • Autofoco preciso, mas em situações de pouca luz não é tão rápido quanto poderia ser;
  • A ausência de alguns botões diretos que permitam fotografar sem desviar o olhar do ViewFinder. Por exemplo, para aceder às opções de ISO é necessário carregar duas vezes no botão “OK”, selecionar o ISO que se pretende e pressionar novamente “OK”. O modo Automático poderá não ser sempre a melhor opção, pois por norma as câmaras pecam por excesso ao selecionarmos o ISO;
  • Nova bateria face à E-M1 Mark I, o que talvez implique que os antigos utilizadores não poderão usar as suas baterias ou punhos antigos na Mark II;
  • Não há um botão físico nas objetivas que permita desligar o autofoco diretamente;
  • Menus com dezenas de funções, o que leva a uma enorme perda de tempo para realizar alguns ajustes na fotografia. O ecrã fica com demasiado texto para algo tão pequeno, tornando-se um pouco confuso.

Neste primeiro contacto tivemos também a possibilidade de experimentar a E-M1 Mark II com duas objetivas Olympus:

  • M.Zuiko Digital 12-40 mm 1:2.8 – Objetiva grande angular compacta, com um anel de foco bastante preciso, uma construção cuidada e uma pega correta. Boa de utilizar, oferece uma imagem com bastante definição e é capaz de realizar um bom bokeh;
  • 14-150 mm 1:4-5.6 II ED MSC – De uma gama mais baixa, é versátil, mas oferece um comando menos preciso na escolha da distância focal, assim como o anel de focagem apresenta um peso inferior ao desejado. Contudo, é capaz de fotos bastante agradáveis para uma gama tão ampla de imagens. Distende demasiado quando a 150 mm. Tornou-se inócua na apresentação devido à pouca luz e à abertura máxima de 5.6 a 150 mm, sendo mais de 5 grande parte do seu alcance.

Este é um produto arrojado e com muita qualidade, mas que, no mundo das reflex, poderá sentir algumas dificuldades no “combate” direto com as full-frame, pelo menos em termos de qualidade de imagem e, sobretudo, em ruído ISO. Quanto a preços, é oficial que o corpo da Olympus OM-D E-M1 Mark II custa 1.999 euros. O kit com a objetiva 12-40 mm faz o valor subir para 2.599 euros. Espreite as imagens e o vídeo abaixo.

 

 

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